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Entrevistas

Cantores

Entrevista com Ezequiel de Matos

06/05/2011 às 17:15h
Produtor do novo CD de Victorino Silva fala sobre o álbum, previsto para estar nas lojas até o segundo semestre

Maestro, pastor e compositor, ele, que trabalha com Victorino há mais de vinte anos, destaca a importância do cantor para música evangélica nacional.

Produtor musical de grandes nomes da música evangélica, Ezequiel de Matos, que produzirá o novo CD de Victorino Silva, previsto para estar nas lojas até o segundo semestre, fala, em entrevista a Patmos Music, sobre o novo álbum do cantor, além de música e adoração, de forma geral.

Ezequiel, que fez seu primeiro trabalho com Victorino, em 1983, diz que trabalhar no novo CD do cantor é a concretização de um sonho profissional: “Creio que todo arranjador gostaria de, pelo menos, produzir uma música do pastor Victorino. Ele é uma escola de inspiração, de unção e de arte. É a junção da arte e a graça”.

Além do novo CD, que está em fase de pré produção, Ezequiel produziu também pela Patmos Music, o volume 11 da Harpa Cristã, o CD Os Portais, de Victorino Silva, além de participar no DVD ao Vivo do cantor, e com alguns arranjos no álbum Vale a Pena Viver.

Casado há 30 anos com a irmã Joana Matos, Ezequiel é pai de três filhos: Gislaine, Karina e Ezequiel Matos Junior, que também cantam e tocam acompanhando os pais.

Maestro e multi-instrumentista, na entrevista, Ezequiel fala ainda sobre os livros que pretende lançar neste ano, que abordam a temática música e adoração.

“Uma vez que a música é um veículo que pode levar Deus às pessoas, o Espírito Santo tem que ser nosso condutor”, arremata.

Leia abaixo a entrevista na íntegra

Como começou sua atuação na área musical?
Trabalho na área musical há trinta anos, mas profissionalmente são 29 anos. Meu início na carreira profissional começou assim: fui assistir uma gravação de um cantor que estava gravando umas composições minhas, na hora tive oportunidade de fazer parte da gravação como guitarrista. Na verdade foi assim. Sabe quando começa sem querer? Eu não fui ali para fazer aquilo. Na verdade era plano de Deus.

Além de produtor musical você também toca diversos instrumentos.
Sim. Sou guitarrista, mas também toco teclado, baixo e violão. Aprendi, inicialmente, sozinho. Depois o próprio trabalho de estúdio me deu experiência para escrever partituras para orquestras e outros instrumentos. Mas meu trabalho mesmo é como produtor musical. Tenho também CDs solos e com o grupo Reviver. Tenho CDs de música instrumental, além dos CDs das minhas filhas, Gislaine Matos e Karina Matos. Sou diretor do CAME (Centro de Apoio ao Músico Evangélico) que atua com seminários em todo Brasil para ensino, workshops nesta área. Além disso, também sou pastor da Assembleia de Deus de Curitiba, maestro, cantor, compositor e agora também escritor (risos). Estou lançando dois livros.

Sobre música?
Sim. Um o título é Céu e Inferno em busca de Adoradores, que fala sobre adoração e o outro é Conselhos, Pensamentos e Advertências para Músicos. Creio que daqui uns sessenta dias já devam estar no mercado.

Poderia adiantar alguns desses conselhos?
Nesse livro abordamos vários temas. Acho que a barreira que a gente tem em relação a adoração é a não autenticidade. Estamos seguindo o que está acontecendo, indo conforme a onda leva. Poucas pessoas estão fazendo aquilo que realmente gostariam de fazer. As vezes a pessoa toca e canta músicas que não tocam a sua própria alma verdadeiramente, mas apenas é um material comercial. Isso gera uma não autenticidade. Outra coisa que a gente aborda muito é uma adoração com resultados. A adoração é seguida de resultados, impactos na vida das pessoas. Adoração também é renúncia; despojo. O livro aborda o que estamos vivendo, essa associação da adoração apenas à música.  Na verdade você pode adorar a Deus em qualquer lugar, como Paulo e Silas que não estavam acompanhados de instrumentos, mas prestaram uma adoração genuína. Mesmo machucados, feridos, açoitados, se propuseram a adorar a Deus e o resultado nós já conhecemos: as cadeias se abriram. A resposta que veio do céu.

Ao longo de sua carreira você sabe quantos trabalhos já produziu ou participou?
Entre participações e produções já são mais de 1500 trabalhos. Como compositor tenho 1500 hinos, sendo 700 gravados por cantores nacionais e internacionais. Um exemplo é a Mara Lima: produzi 28 CDs dela. Também já trabalhei com a Elaine de Jesus, Alexandre, esposo dela, Shirley Carvalhaes, Edson e Telma, entre outros, além do grupo Reviver, do qual sou diretor-fundador.

E na Patmos Music?
Na Patmos produzi o CD Os Portais, do pastor Victorino Silva, o volume 11 da Harpa Cristã e agora estou produzindo o novo CD do Victorino Silva. Também participei no DVD ao Vivo do Victorino Silva e com alguns arranjos no CD Vale a Pena Viver.

Já conhecia o pastor Victorino Silva antes?
Minha primeira participação com o pastor Victorino foi em 1983. A partir daí, em todos os discos dele estou participando de alguma forma, seja produzindo ou como músico.

Teve alguma produção que marcou sua carreira musical?
Acho que tem pessoas que marcam a vida da gente. Todas são especiais, mas vou citar aqui especificamente, o pastor Victorino, que é uma pessoa que creio, todo arranjador gostaria de pelo menos produzir uma música dele. Ele é uma escola de inspiração, de unção e de arte. É a junção da arte e a graça. Produzir os CDs da Mara Lima também foi um marco na minha carreira. Tem também o cantor Júnior, o quarteto Gileade, que sou produtor deles até hoje, desde 1997. E tantos outros que são meus amigos.

Para você, o que é essencial para uma boa produção musical?
Bom, acho que um repertório bem selecionado, um cantor consciente desse repertório porque às vezes a pessoa grava sem certeza do repertório e acaba atrapalhando a produção. Investimento financeiro, uma boa equipe de músicos, um bom estúdio, um bom relacionamento entre o produtor e o cantor, isso na parte artística, agora na área espiritual, aí sem dúvida é a presença do Senhor, a unção de Deus que é a principal. Sem ela, todos os requisitos acima serão apenas uma música natural, sem atuação no sobrenatural. Uma vez que a música é um veículo que pode levar Deus às pessoas, o Espírito Santo tem que ser nosso condutor.

Qual linha musical você seguirá no novo CD do pastor Victorino? Terá alguma inovação?
Com o pastor Victorino automaticamente você já segue um caminho de inovação porque ele é um cantor criativo e sempre está sugerindo ideias, alternado alguma coisa que ele quer do gosto dele. Acho que se você cria alguma coisa, você extrai isso do próprio pastor Victorino. Uma coisa natural dele é que ele não canta uma frase igual a outra. Durante todo tempo que ele está cantando ele está inovando com melodias, alterando a divisão rítmica. O produtor apenas segue a ideia que está sendo proposta.

Qual dica você daria para quem quer investir na carreira de produtor musical?
Acho que uma ideia que ajudaria muito é buscar conhecer vários estilos para que possa ampliar as oportunidades. Quando você trabalha só dentro de um estilo você limita seu próprio trabalho. O segredo é ouvir de tudo e buscar conhecer cada estilo e se aprimorar nele. Trabalho desde o sertanejo evangélico, até o clássico, passando pelo rock gospel. É lógico que tem um estilo que define você, mas é importante conhecer todos para não ser pego de surpresa.

Contato
E-mail: ezequieldematos@hotmail.com

Fonte: Patmos Music via CPAD News